BNDES divulga resultado do Edital de Seleção Pública de Projetos Cinematográficos


O BNDES divulgou, na semana passada, o resultado do Edital de Seleção Pública de Projetos Cinematográficos 2011/2012. Foram selecionados 17 projetos de longa-metragem, entre Ficção (incluindo Animação) e Documentários, totalizando um investimento de cerca de R$ 13,4 milhões. A categoria Ficção foi dividida em dois grupos. O primeiro reúne projetos que priorizam a busca de resultados econômicos, enquanto no segundo grupo Leia mais

YouTube e Trama Entretenimento lançam novo canal


Na próxima segunda-feira, 24, o YouTube e a Trama Entretenimento lançam o primeiro canal em live streaming que irá disponibilizar 2 horas diárias de música ao vivo: o “Estúdio Trama ao Vivo”. Com conteúdo gratuito – gravado por 10 câmeras e com tratamento de som feito na mesa Neve, exclusiva de grandes estúdios como o do diretor George Lucas Leia mais

Sony busca desenvolvedores brasileiros para SmartTVs


A aposta da Sony é ser uma iTunes das TVs no Brasil, sendo a plataforma primária para os desenvolvedores criarem aplicativos interessantes e inovadores que funcionem apenas nas suas TVs. Eles mitigam o custo de desenvolver aplicativos diferentes com o modelo de negócios de divisão de receita. Obviamente esse é também um modelo que funciona muito bem para os novos Leia mais

Canais de TV aumentam participação em produção de filmes

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Apesar desse movimento ser natural e esperado, eu vejo notícias como essa de duas maneiras:

1 – Com muita alegria, pois se empresas sérias como a Globo estão se mostrando cada vez mais abertas à investir na distribuição e produção de filmes nacionais, significa que o mercado para tal produto existe e é relevante o suficiente para que enormes conglomerados de mídia se interessem nele.

2 – Com certa preocupação, já que, se o mercado existe e está se desenvolvendo cada vez mais, ter majoritariamente grandes empresas como importantes players pode significar uma menor dinamicidade de idéias e fluxo de capital. Claro que isso não é problema da Globo, por exemplo. As pequenas empresas como a distribuidora Nossa Filmes é que tem que se impor e mostrar força nesse mercado.

Enfim, o que vocês acham?

Reportagem do jornal O Globo deste domingo (8/4) mostra como cresceu nos últimos anos no Brasil o número de filmes produzidos por canais de TV. Desde 1998, com o surgimento da Globo Filmes – braço da Rede Globo para cinema -, a aproximação entre a televisão e a sétima arte tem se fortificado.

A empresa já participou da produção de 110 longas nacionais, de documentários como “Cartola” (2007) a blockbusters como “Tropa de elite 2″ (2010). O que vem mudando no cinema brasileiro, porém, é que outras emissoras têm seguido o exemplo, investindo sistematicamente em filmes e dando uma nova cara ao mercado.

“É uma maneira de estreitar a relação com o cinema e de trazer um conteúdo para o canal com exclusividade. Quando um filme roda festivais, ele já chega no canal badalado, há um interesse formado”, afirma André Saddy, gerente de marketing e projetos do Canal Brasil.

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Discovery diz que novas regras são “desafio e oportunidade”

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Interessante a maneira de pensar do CEO e dos executivos da Discovery. Ao invés de ficar chorando pelos cantos como vi alguns criadores de conteúdos estrangeiros, ele vê essa mudança da legislação brasileira como um desafio E uma oportunidade.

Ele acha, inclusive, que o conteúdo local criado para cumprir a cota possa ser exportado, o que representa uma excelente mandeira de encarar essa nova realidade da TV fechada brasileira.

Ponto pra Discovery!

O presidente e CEO da Discovery Communications e dois dos principais executivos da Discovery Networks International (DNI) não veem a nova legislação da TV por assinatura brasileira como um grande problema. “Nós somos outro tipo de animal”, disse David Zaslav, presidente e CEO da Discovery Communications, ao explicar que o grupo de mídia procura trazer sempre o conteúdo local aos seus canais, sem perder a identidade de um grupo internacional.

Segundo Mark Hollinger, presidente e CEO da DNI, parte dos canais da programadora no Brasil já contam com grande oferta de conteúdo local. Em relação à obrigação de venda de publicidade através de agência brasileira, o principal executivo da DNI diz que conta com uma experiente equipe comercial local, que garantiu que poderá trabalhar com as novas regras. “A cota de canais locais é o que deve criar maior impacto para as programadoras estrangeiras”, completou o executivo.

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Globo direciona programas infantis para TV paga

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Achei essa decisão da Globo extremamente acertada e que abre espaço para uma programação diferenciada na parte da manhã.

Claro que é triste ver a programação infantil matinal com a qual todos nós crescemos ir para a TV fechada, mas, do ponto de vista comercial a decisão faz sentido.

Além disso, a Globo consegue colocar esse produto de nicho em uma plataforma de nicho, o que é sempre um reposicionamento inteligente.

A Rede Globo de Televisão decidiu extinguir sua faixa matinal de conteúdo infantil. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a emissora teria alegado que a grade infantil não dá nem audiência, nem receita publicitária. Por isso, as produções voltadas às crianças vão ser direcionadas aos canais de TV por assinatura.

Segundo a Globo, essa é uma tendência internacional, pois o espaço da TV paga é menos sujeito a controle externo, como classificação indicativa e proibições à publicidade infantil, limite à propaganda de alimentos e ao uso de desenhos para “seduzir” o público-alvo.

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Film Planet muda para Planet e será “comunidade de produção”

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Olha que conceito bacana que a Film Planet encontrou pra poder enfrentar a enorme competição entre as produtoras no Brasil: se reestruturou pra ser uma empresa de serviços.

Assim, sendo uma “consultora”, a Planet tenta criar um mercado diferente dentro da indústria.

Vamos ver se a demanda para tais serviços existirá. Mas essa idéia de redução total de custos e ser uma empresa extremamente “lean” é interessante e com enorme potencial, se a logística de produção não for afetada.

A produtora Film Planet anunciou uma mudança de nome e de conceito. A partir de agora a empresa se chama apenas Planet – The Production Company, e se focará na prestação de serviços de produção para todo o tipo de conteúdo: publicidade, cinema, TV, teatro, música etc.

A ideia é aproveitar a experiência e os talentos da produtora, que tem 21 anos e 3,5 mil comerciais no portfolio, mas sem manter uma estrutura fixa. A Planet prestará serviços pontuais ou completos para outras produtoras ou agências.

“Qualquer produtora do mercado é um potencial cliente”, conta a diretora Flavia Moraes, incluindo a si própria na lista, pois pretende abrir um selo próprio para a produção de conteúdo.

A produtora manterá seus escritórios em São Paulo, Rio, Buenos Aires e Los Angeles.

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Globo desenvolve coproduções internacionais de “Os Normais” e “Retrato Falado”

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A importância dessa transição de exportação de conteúdo para exportação de formato é algo que eu venho falando faz um tempo. Especialmente para o Brasil, um país que fala uma língua que não pode ser considerada global, essa solução é algo a ser considerado.

Além disso, o mercado de venda de formato televisivo, liderado pelo Reino Unido, tem crescido a cada ano, já que reduz em muito o risco do desenvolvimento de novos conteúdos, uma vez que o produtor pode simplesmente ir atrás de algo que já se mostrou um sucesso em outro lugar. Claro que essa exportação não é garantia de dar certo, mas pelo menos ajuda a diminuir esse risco.

Uma notícia relacionada, mas no sentido inverso – o de importação de formatos para o Brasil – é essa aqui

A Globo está desenvolvendo coproduções internacionais de duas propriedades: “Os Normais” e “Retrato Falado”.

“Os Normais” ganhará uma coprodução com o Canal 13, do Chile, que contará com formato de sitcom e 13 episódios.

Já “Retrato Falado”, quadro do Fantástico com Denise Fraga, é o primeiro projeto resultante da parceria anunciada na Natpe 2011 com consultores internacionais, que visa a adaptação de títulos da Globo para o mercado norte-americano e canadense de língua inglesa.

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Edital para bolsa ligada à Cultura

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FCRB lança edital para o Programa de Incentivo à Produção do Conhecimento Técnico e Científico

Com o objetivo de formar, treinar e capacitar recursos humanos em programas, projetos e atividades de pesquisa, desenvolvimento institucional, tecnológico e de referência em preservação e tratamento técnico de acervos no campo museológico, arquivístico, bibliográfico e arquitetônico, a Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), vinculada ao Ministério da Cultura,  lançou o edital seleção de bolsistas para o Programa de Incentivo à Produção do Conhecimento Técnico e Científico na Área da Cultura. O Diário Oficial da União desta terça-feira, 3 de abril (Seção 3, página 11), publicou aviso de lançamento do edital, que poderá ser lido integralmente na página da FCRB na internet.

São ao todo sete categorias, que incluem desde a iniciação científica até o estágio de pós-doutorado, com valores mensais que variam de  R$360 a R$ 3,2 mil. As bolsas terão validade de um ano, podendo ser renovadas por mais um.

As inscrições estão abertas até o dia 25 de maio e só podem ser feitas pelos Correios,  por meio do Serviço de Encomenda Expressa (Sedex ou similar). Os selecionados passarão por uma entrevista, no período de 11 de junho a 6 de julho, e os resultados serão divulgados até o dia 13 de julho. Os contemplados começarão a desenvolver seus trabalhos em 1º de agosto do corrente.

Confira o edital

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Concurso Itamaraty para o Cinema Sul-Americano

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A Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC) irá receber, até o dia 27 de abril, filmes de longa-metragem brasileiros, que tenham sido realizados em coprodução com pelo menos um país da América do Sul que irão concorrer ao Prêmio Itamaraty para o Cinema Sul-Americano.

Poderão participar produções lançadas ou finalizadas nos 18 meses que antecedem a data de abertura do 7º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, programada para o dia 12 de julho de 2012. Após o recebimento de todos os filmes, uma comissão criada pela SAv irá selecionar até duas coproduções a serem inscritas no Concurso junto ao Itamaraty.

Os filmes selecionados pela comissão da SAv serão exibidos no 7º Festival de Cinema Latino- Americano de São Paulo e submetidos à Comissão Julgadora do Concurso Itamaraty para o Cinema Sul-americano. O vencedor do concurso irá receber um prêmio no valor de R$ 90.000,00 (noventa mil reais). O resultado final será divulgado na cerimônia de encerramento e de premiação do Festival.

Os responsáveis pelas produções brasileiras interessados em participar deverão preencher a ficha de inscrição, disponível em www.itamaraty.gov.br/temas/dav/concurso-cinema-sul-americano/,  e enviá-la junto a 10 (dez) cópias em DVD do filme aos cuidados da Secretaria do Audiovisual – Assessoria de Assuntos Audiovisuais no Exterior, localizada no Ministério da Cultura, SCS Qd. 09, Lote C – Ed. Parque Cidade Corporate, Torre B, 8º andar, CEP 70.308-200, Brasília (DF).

Clique aqui para ter acesso ao edital publicado no Diário Oficial da União.

Mais informações: dav@itamaraty.gov.br, ou pelo telefone (61) 3411 994.

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Cisco vê crescimento da TV paga na América Latina como oportunidade única

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Mais uma grande empresa internacional de olho no nosso mercado, pelas ótimas oportunidades que ele pode proporcionar.

Claro que a Cisco pode não ser uma produtora de conteúdo ou até mesmo uma provedora de TV por assiantura, mas pode ter um papel fundamental na cadeia produtiva do entretenimento nacional.

De nada adianta termos ótimos produtos culturais se são acessados por uma quantidade mínima da população. É aí que acredito que a Cisco pode ter um papel fundamental de investimento e popularização de infraestruturas básicas de acesso, permitindo um barateamento e uma melhora geral dos serviços.

Para a Cisco, a América Latina, em especial o Brasil, é uma das principais oportunidades globais de desenvolvimento do mercado de TV por assinatura. Segundo Anderson André, diretor do segmento de services providers para a América Latina, em palestra realizada durante o Cisco Plus (evento para clientes da Cisco realizado esta semana no Rio de Janeiro), o fenômeno que se vê no Brasil de crescimento do DTH está sendo verificado em muitos outros mercados. “Isso se dá pela carência de infraestrutura física. O que acreditamos é que em algum momento esses usuários de DTH começarão a migrar para redes de cabo, quando a infraestrutura for construída”. Para o Brasil, a Cisco aposta que pelo menos mais 300 cidades terão, no curto prazo, novas operações de TV por assinatura.

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Programadoras internacionais remeteram R$ 1,08 bilhão ao exterior em 2011

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Muito legal ter essa noção. É chato ver toda essa grana ir embora do país, mesmo com obrigatoriedade de Condecine e tal. No entanto, temos que pensar pelo outro lado também: quanto mais grana o país gerar para as programadoras internacionais, mais elas vão investir no Brasil.

Assim esperamos, né?

Não é por acaso que as grandes programadoras internacionais de TV por assinatura têm declarado repetidamente que o Brasil é um dos mais importantes mercados para elas, fora os EUA. Em 2011, estas programadoras remeteram ao exterior pelo menos R$ 1,083 bilhão. Esta conta é feita com base no recolhimento que as empresas fazem referente ao Artigo 39 da MP 2.228/2001. Por este artigo, para ficarem isentas do pagamento de 11% das remessas internacionais para a Condecine, as empresas podem optar por recolher para uma conta destinada a coprodução o equivalente a 3% das remessas. Em 2011, segundo dados da Ancine obtidos por este noticiário, foram recolhidos pelas programadoras internacionais R$ 32,5 milhões. O valor é 26% maior do que o que foi recolhido em 2010 (R$ 25,7 milhões), que por sua vez já havia sido 15% maior do que o número de 2009. O resultado expressivo das programadoras internacionais se deve ao crescimento do mercado brasileiro, que em 2011 se expandiu acima de 30% na base de assinantes. O recolhimento em 2011, para se ter uma ideia, já é o dobro do de 2008. Destaque-se que esse número de R$ 1,083 bilhão não é o faturamento das empresas, já que boa parte do resultado fica no Brasil para custear as operações locais e investimento.

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Ancine investirá R$ 55 milhões em produções para TV

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Bom, agora que o Governo tem feito sua parte para tentar fazer com que o mercado nacional de produção de conteúdo para TV por assinatura se desenvolva, o próximo passo tem que ser das produtoras.

Agora é a hora de elas realmente aproveitarem essa estreita janela de oportunidade e desenvolver conteúdo de qualidade! Quem sabe não surjam mais e mais produtoras 100% focadas em desenvolvimento de conteúdo e que não precisem do mercado publicitário para pagar as contas?

A coluna Outro Canal, do jornal Folha de S. Paulo, informou nesta segunda-feira (2/4) que o comitê gestor do Fundo Setorial do Audiovisual, vinculado à Agência Nacional de Cinema, decidiu liberar R$ 55 milhões para projetos de televisão em 2012. O valor representa quase o triplo dos investimentos feitos durante o ano passado (R$ 20 milhões). A nova categoria de filmes/documentários para TV deve receber R$ 5 milhões.

De acordo com a coluna, o aumento do valor investido está ligado à regulamentação Lei 12.485, das TVs por assinatura, que entre outras coisas determina cotas de programação nacional nos canais pagos.

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