Apesar desse movimento ser natural e esperado, eu vejo notícias como essa de duas maneiras:
1 – Com muita alegria, pois se empresas sérias como a Globo estão se mostrando cada vez mais abertas à investir na distribuição e produção de filmes nacionais, significa que o mercado para tal produto existe e é relevante o suficiente para que enormes conglomerados de mídia se interessem nele.
2 – Com certa preocupação, já que, se o mercado existe e está se desenvolvendo cada vez mais, ter majoritariamente grandes empresas como importantes players pode significar uma menor dinamicidade de idéias e fluxo de capital. Claro que isso não é problema da Globo, por exemplo. As pequenas empresas como a distribuidora Nossa Filmes é que tem que se impor e mostrar força nesse mercado.
Enfim, o que vocês acham?
Reportagem do jornal O Globo deste domingo (8/4) mostra como cresceu nos últimos anos no Brasil o número de filmes produzidos por canais de TV. Desde 1998, com o surgimento da Globo Filmes – braço da Rede Globo para cinema -, a aproximação entre a televisão e a sétima arte tem se fortificado.
A empresa já participou da produção de 110 longas nacionais, de documentários como “Cartola” (2007) a blockbusters como “Tropa de elite 2″ (2010). O que vem mudando no cinema brasileiro, porém, é que outras emissoras têm seguido o exemplo, investindo sistematicamente em filmes e dando uma nova cara ao mercado.
“É uma maneira de estreitar a relação com o cinema e de trazer um conteúdo para o canal com exclusividade. Quando um filme roda festivais, ele já chega no canal badalado, há um interesse formado”, afirma André Saddy, gerente de marketing e projetos do Canal Brasil.
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