O mercado de games no Brasil

Depois de analisar o tamanho do mercado nacional de entretenimento e investigar uma nova e inovadora forma de se financiar um projeto de entretenimento, iremos nas próximas semanas nos debruçar sobre as sub indústrias e analisá-las uma a uma.

Os mercados específicos os quais vamos olhar mais profundamente serão os seguintes:
  • Jogos Eletrônicos
  • Cinema
  • Televisão aberta
  • Televisão por assinatura
  • Internet
  • Editorial
  • Musical
  • Rádio e outros mercados
Para começar essa nossa série de análises, um dos mercados que mais tem crescido no país ultimamente: o dos jogos eletrônicos.
A indústria de games no Brasil sempre teve como pano de fundo uma carga tributária imensa, o que fez com que o mercado informal, a pirataria e uma cultura inovadora por parte dos desbravadores dessa inústria virasse a norma.

Não faz parte do escopo desse post, no entanto, analisar em profundidade o histórico e a atual situação de mercado, principalmente porque essa tarefa já foi brilhantemente feita por outras pessoas. O que de fato interessa para nós é o olhar sobre os números atuais e previsões futuras.

 

A indústria de games no Brasil
Segundo a ABRAGAMES, em 2008 esse mercado (composto por 42 empresas) empregava cerca de 560 profissionais qualificados entre desenvolvedores, designers e administradores. Em um primeiro momento, esse número pode parecer pequeno, mas se pensarmos que esse número representou um faturamento bruto de R$ 87,5 milhões, acredito que é um número bastante respeitável.
As principais empresas desse mercado nacional são:
A mão de obra brasileira nessa área é ainda considerada incipiente com um salário médio da indústria é de R$ 2.272,71 , mas cada vez mais especializada com cursos voltados para o desenvolvimento de jogos eletrônicos.
O crescimento do mercado entre os anos de 2005 e 2008 foi de aproximadamente 20% entre hardware e software, o que pode ser considerado  um número excepcional. Ainda segundo a ABRAGAMES,e 43% dos jogos são voltados para a exportação, contra apenas 30% em 2005.
Fonte: ABRAGAMES (2008)
Segundo a empresa de consultoria/auditoria PriceWaterhouseCoopers, o mercado de consumo de games no Brasil terá um crescimento composto de 7,6% até 2015, enquanto que o mercado publicitário de games terá um crescimento de 10,8% nesse mesmo período representando o 8º maior crescimento do entretenimento brasileiro.
Para a consultoria, em 2015 esse mercado (consumo + publicidade) responderá por US$ 567 milhões no Brasil. Obviamente que esse número difere bastante do da ABRAGAMES, pois esta analisa apenas o mercado de produção nacional de games, enquanto a PWC estima o número total de jogos consumidos (incluindo importações). A título de comparação, a consultoria estima que o mercado de jogos na América Latina será de US$ 1,8 bilhão; isso faz com o que Brasil represente aproximadamente 30% do total da região, incluindo o mercado mexicano, muito mais maduro.
Conclusão
O mercado nacional de games está caminhando na direção certa para se tornar uma importante força no entretenimento brasileiro. No entanto, ao analisarmos o potencial de crescimento dos games no país, percebemos que muito de seu “atraso” infelizmente ainda se dá pela forte carga tributária e pirataria.
Ainda somos um pequenino player nesse mercado de U$ 55 bilhões, mas as projeções e os prognósticos para quem trabalha e investe nessa área são excelentes.

postado em by Leão em Análises

8 Respostas a O mercado de games no Brasil

  1. Pingback: O mercado de cinema no Brasil | Sob o Holofote

  2. angela

    temos que valorizar mais os profissionais de design de games, pois são poucos e precisamos deles.

  3. POLIANA FERNANDES

    Ótimo!

  4. Pingback: Jogos são incluidos na Lei Rouanet | Sob o Holofote

  5. José Francisco

    Vamos se mexer pessoal… O Brasil tem potencial para se tornar uma potência no mercado de jogos eletrônicos…

    • Omiya

      Será que tem potencial mesmo? Parece que o pessoal faz muita pirataria, só quer baixar e jogar de graça! (Isso vale para filmes também) Quase ninguém está a fim de pagar para jogar, comprei o BF3 recentemente e não é fácil encontrar amigos próximos para jogar!

  6. Giordano

    Muito interessante seu post, infelizmente sou free-lance em desenvolvimento de jogos, mas acredito no potencial pedagógico que esse tipo de entretenimento tem, vamos ver divulgar esse tipo de informação nas redes.

    • Leão

      Muito obrigado pelo elogio.
      Em breve vamos fazer outros posts sobre a análise da indústria de games no Brasil. Além disso, teremos também entrevistas com profissionais da área, o que pode ajudar os produtores independentes.

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